quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A Importância Da Merenda Escolar No Desenvolvimento Do Aluno

A IMPORTÂNCIA DA MERENDA ESCOLAR NO DESENVOLVIMENTO DO ALUNO


Nos últimos anos diversos institutos de pesquisa na área da nutrição vêm desenvolvendo estudos que comprovam que uma alimentação deficiente a qual não atente para o mínimo de vitaminas e nutrientes necessários prejudicam o desenvolvimento físico e intelectual dos alunos na Escola.
Os alimentos e bebidas oferecidos normalmente nas cantinas Escolares limitam-se a lanches rápidos, salgados, balas e doces, entre outros, que contém altos índices de gordura e açúcar, além, é claro dos refrigerantes. Este tipo errado de alimentação pode causar diversos problemas de saúde, podendo-se destacar entre eles a obesidade infantil, cujos índices vêm aumentando ano após ano.
Por outro lado é possível constatar também que os lanches levados pelos alunos para a Escola não atendem às necessidades alimentares destes, e que por falta de informação, ou melhor, dito de educação alimentar, não se prepara, na maioria das vezes, um alimento saudável, aliado no desenvolvimento e na prevenção de doenças e sim uma merenda pobre em vitaminas e proteínas.

_OS BENEFICIOS DE UMA BOA ALIMENTAÇÃO
Os alimentos que ingerimos têm uma influência muito grande no bem estar do nosso corpo, sendo que muitas substâncias contidas neles ajudam a prevenir diversas doenças.
Conforme citado no artigo do site Gastrocenter (2007):
“A saúde está na mesa. Um novo estudo questiona os benefícios da dieta na prevenção de doenças como infarto e derrame, o colesterol, a diabetes, o Alzheimer, a depressão, a osteoporose, a hipertensão e até o câncer. Acredite: há alimentos que podem, sim ajuda-lo a ter uma vida saudável.”
Portanto, é justificada a preocupação em oferecer para os alunos na Escola uma alimentação equilibrada que contenha todos os nutrientes e vitaminas necessárias para o seu desenvolvimento como um todo e, é claro, na prevenção de doenças que os poderiam afastar do convívio escolar.
Existe hoje uma preocupação das autoridades na Educação a fim de prover as Escolas de uma merenda que seja ao mesmo tempo variada e nutritiva, já que o desafio é também fazer com que os alunos se adaptem ao novo cardápio, aceitando substituir as guloseimas, as quais já estão habituados, por alimento verdadeiramente nutritivo.
É importante aliar ás iniciativas de mudança de cardápio a disciplinas de re-educação alimentar, tornando-as disciplinas curriculares. Desta maneira os alunos poderão compreender a importância de uma alimentação equilibrada, e sendo, consequentemente, disseminadores desta cultura nos espaços por eles freqüentados além da Escola.
Não é possível ignorar que a situação sócio-econômica de uma grande parcela da comunidade escolar, principalmente nas Escolas Públicas, não permite que a alimentação no dia-a-dia em casa seja correta, por este motivo há que se pensar de um ponto de vista mais amplo.
É possível desenvolver cardápios nutritivos, variados e de baixo custo, aproveitando de forma diferente os alimentos e evitando muitas vezes o desperdício. Por isso, seria interessante que as famílias também interagissem com a Escola, esta promovendo cursos na área de nutrição ensinando o melhor aproveitamento dos alimentos e as famílias aplicando os conhecimentos adquiridos revertendo-os numa alimentação de qualidade no lar.
A participação das famílias é de vital importância para que se possa desenvolver uma nova geração de pessoas saudáveis e dispostas para continuar a construir a cada dia uma sociedade melhor.
_REFERÊNCIAS
GASTROCENTER. Prevenir-se pela boca: O que os alimentos fazem realmente pela sua saúde. Disponível em: <http://www.gastrocenter.com.br>. Acesso em: 30 ago. 2007.




segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Agricultura Familiar e Merenda Diferenciada nas Escolas

Olá! Eu sou Menuella Fernandes, estudante do curso de Letras da Universidade Federal de Alagoas e estou aqui pra falar um pouco sobre a importância da merenda escolar, sobre o que diz a lei e os profissionais da saúde de como seria uma merenda de qualidade para as escolas públicas.


                                         

     O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da  Educação) é um programa do governo responsável por garantir uma merenda de qualidade nas escolas públicas do nosso país.
     O objetivo do governo é que os estudantes das escolas públicas tenham uma merenda de qualidade e saudável utilizando-se da agricultura familiar, contribuindo assim para o desenvolvimento social e atendendo as necessidades nutricionais dos alunos para ajudar na aprendizagem e rendimento, assim como promover hábitos alimentares saudáveis.
    Para que o direito a merenda de qualidade seja garantido foram criadas leis em parcerias com o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), tornando obrigatório que 30% dos recursos sejam destinados à compra de alimentos da agricultura familiar através de chamadas públicas de compra, com dispensa de licitação.
     No link abaixo temos um vídeo que mostra uma entrevista com a diretora de apoio à gestão da Secretaria Estadual de Educação, onde ela fala sobre o assunto:

https://www.youtube.com/watch?v=VJKBVI2JiaY

     Recentemente o FNDE também publicou uma portaria que garante aos alunos com necessidades alimentares especiais o direito a uma merenda diferenciada, com base na determinação de nutricionistas e médicos.
     Muitos pais que têm filhos com diabetes, intolerância a lactose, entre outros, costumam ter em suas casas uma alimentação diferenciada, mas o que fazer quando as crianças vão para escola? A merenda escolar é adequada às necessidades especiais desses alunos?
     Com a nova portaria essas famílias terão seus direitos assegurados.
     Segue abaixo o link da portaria nº50:

https://www.fnde.gov.br/fndelegis/action/UrlPublicasAction.php?acao=abrirAtoPublico&sgl_tipo=LEI&num_ato=00012982&seq_ato=000&vlr_ano=2014&sgl_orgao=NI

     É imprescindível garantir aos estudantes de escolas públicas e filantrópicas o direito a uma merenda de qualidade, respeitando as necessidades de cada um e trabalhando em conjunto com os profissionais da saúde e com a comunidade. Esperamos que as novas leis sejam cumpridas e que a cada dia presenciemos o desenvolvimento dos nossos estudantes da rede pública de ensino.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Jeffry

Olá Galera! Meu nome é Jeffry nasci cidade de Maceió no ano de 1980, sou formado como Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal de Alagoas, porém nunca exerci a profissão, atualmente estou cursando o primeiro período de  Letras-Espanhol também pela Universidade Federal de Alagoas. Gosto de ler me identifico com o curso de Letras pelo fato de conseguir transmitir os assuntos em questão aos ouvintes, a questão de elaborar aulas, etc. Já cheguei a lecionar em algumas escolas públicas em algumas oportunidades e gostei bastante, espero exercer a profissão o quanto antes.
Não sou escritor embora tenha muita vontade de escrever algo futuramente, não sou blogueiro na verdade nunca havia mexido com isso, diante disso vocês podem perceber como foi difícil a tarefa de criar um blog juntamente com minhas colegas de classe, mas gostei muito do desafio pois aprendi coisas novas e que com certeza passarei a utilizar em minha profissão. Desde já agradeço pela visita, A partir de agora estarei sempre atualizando o blog todas focadas na área da merenda escolar em Alagoas, já vi que tem bons projetos em andamento espero que realmente alcancem o objetivo de melhorar a refeição dos alunos.



Manuella Fernandes, estudante de Letras- Ufal


Efrisia Pimentel, estudante de Letras- Ufal



Olá galera, Sejam bem-vindos ao nosso Blog!
Sou Jakeline Santos, estudante de Letras-Espanhol na UFAL, tenho 17 anos e estou cursando o 1º Período.
Gosto muito de ler (além de ser o meu dever é também o meu robe), música, cinema, jogos e muitas outras coisas.    
Me encanta a ação dos professores em sala de aula, aliás é a profissão responsável pelas profissões, por isso é oque quero fazer: Transmitir Conhecimento e ajudar no desenvolvimento do nosso país.



Improbidade: Justiça condena prefeito de Poço das Trincheiras

A 11ª Vara Federal da Justiça Federal em Alagoas (JFAL), localizada em Santana do Ipanema, condenou o prefeito do município de Poço das Trincheiras, José Gildo Rodrigues Silva, e o empresário José Aloísio Maurício Lira, pela prática de improbidade administrativa, por desvio de recursos públicos destinado à merenda escolar nas escolas municipais. Poço das Trincheiras, no Alto Sertão de Alagoas, distante 221 km de Maceió, é um município com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), sobretudo em relação à educação.
José Gildo Rodrigues Silva foi condenado à suspensão dos direitos políticos por um período de 10 anos, perda da função pública, proibição de contratar com os poderes públicos pelo prazo de 10 anos e pagamento de multa civil fixada em R$ 85.000,00.
José Aloísio Maurício Lira foi condenado à suspensão dos direitos políticos por um período de oito anos e ao pagamento de multa civil fixada em R$ 15.000,00. Os dois réus juntos terão ainda que ressarcir integralmente o dano ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, no valor de R$ 75.429,55.
Segundo sentença proferida pelo juiz federal substituto auxiliar da 11ª Vara Federal, Flávio Marcondes Soares Rodrigues, durante o ano de 2010 e até a deflagração da operação “Caetés” e “Mascoth” da Polícia Federal em abril daquele ano, parte do pagamento mensal dos gêneros alimentícios fornecidos ao município de Poço das Trincheiras pela empresa de José Aloísio Maurício Lira era devolvida em espécie ao prefeito, em sua residência.
Além disso, conforme apurado pela Controladoria-Geral da União, as mercadorias eram entregues em quantidade menor que o contratado, sendo que tais gêneros alimentícios eram destinados à merenda escolar e pagos com recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), relativos ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Dossiê aponta péssima qualidade na merenda da rede municipal de Arapiraca

Um decreto assinado para descentralização da merenda escolar em Arapiraca, pelo prefeito Luciano Barbosa, foi a atitude tomada após várias denúncias sobre a péssima qualidade da merenda oferecida nas escolas públicas do município. 

O portal 7segundos obteve, com exclusividade, informações de um dossiê que foi elaborado pela vereadora Graça Lisboa (PSD), apontando várias irregularidades encontradas nas escolas do município. O prefeito Luciano Barbosa e a secretária de Educação, Ana Valéria, receberam os relatórios que mostram a realidade nas escolas da rede municipal.

O documento aponta que falta merenda em várias escolas. O laudo mostra ainda que a empresa vencedora da licitação, que tem sua sede em Maceió, não estava entregando a merenda nas unidades. Outra denúncia gravíssima encontrada durante a visita da vereadora foi a qualidade das frutas e verduras existentes nas cozinhas. Várias estavam estragadas ou com péssima qualidade.

As carnes oferecidas eram de terceira qualidade e os recebiam apenas salsicha e carne moída. O documento identificou seis escolas nas zonas rural e urbana de Arapiraca onde foram encontradas irregularidades na acomodação da merenda.

O documento revelou que professores, alunos e funcionários confirmaram a péssima qualidade da merenda oferecida aos alunos. Durante uma inspeção a uma escola, a vereadora Graça flagrou funcionárias jogando um balde, que parecia ser de óleo mas, que na verdade era banha da carne que seria jogada fora. 

Após as graves denúncias, houve grande correria na secretaria de educação para resolver o problema. A empresa responsável pelo fornecimento da merenda escolar deverá ser desabilitada e, segundo informações, a mesma já não possuía mais interesse de continuar prestando serviços ao município pois já cobrava pela revisão nos valores pagos pelos produtos.

O prefeito Luciano Barbosa reuniu sua equipe para decretar a criação da descentralização da merenda escolar em Arapiraca, modelo já pregado pelo Estado de Alagoas, onde a escola ganha a condição de determinar em que e como gastar os recursos recebidos. Com o modelo a parceria com a comunidade é fortalecida e perdem espaço as interferências clientelistas, porque são estabelecidos critérios para o repasse de recursos entre eles a transparência.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Dinheiro de merenda escolar era desviado para comprar uísque

Olá galera, tudo bem! 

Me chamo Jeffry, sou estudante do 1º período do curso de letras e  vou falar um pouco sobre um problema que atinge não somente Alagoas, mas o país inteiro, a corrupção no fornecimento de comida as escolas, a cada dia surgem novos casos envolvendo essa prática, já não bastasse a educação precária que é oferecida nas escolas públicas as crianças ainda tem que ficar com fome ou quando a escola disponibiliza a refeição trata-se na maioria das vezes arroz com pedaços de salsicha, combinado com uma fruta e um suco. É a rotina de milhões de estudantes de escolas públicas. Para as crianças, a merenda é uma refeição importante do dia, pois, uma criança para obter sucesso no processo de aprendizagem é necessário que esteja bem alimentada, o que mais revolta é que os recursos são disponibilizados pelo governo só que durante o trajeto da verba sempre aparece um ou outro que querem tirar vantagem visando suprir suas vaidades pessoais e elevação do seu padrão de vida utilizando indevidamente recursos que seriam destinados a alimentação das crianças, é vergonhoso as vezes dizer sou brasileiro por causa de atitudes como essas, e o pior o número de casos de corrupção não diminui pelo contrário aumenta atingindo todas as área possíveis e não somente a educação. Hoje a profissão dos sonhos da maioria das pessoas é ser político. Você acha que querem entrar no meio político visando criação de leis e projetos que melhorem o país? Claro que não desejam apenas copiar a maioria dos hipócritas que lá já estão, desejam apenas adquirir altos valores de dinheiro de maneira ilícita, enfim. Confira na íntegra a matéria:  



A Polícia Federal prendeu 16 pessoas, entra elas quatro primeiras-damas de municípios, acusadas de desviar R$8 milhões da merenda, do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), em 13 licitações. O dinheiro foi usado, entre 2007 e 2009, para pagamento de despesas pessoais, como caixas de vinho, ração para cachorro, uísque 12 anos e uma boneca.
Todos os produtos eram comprados em supermercados que ganhavam a licitação para a distribuição de merenda nas escolas de seis cidades. O dinheiro era descontado da verba enviada pelo governo federal.
Segundo a Polícia Federal, que desbaratou o esquema na Operação Mascotch, as empresas vencedoras das licitações usavam um valor abaixo do previsto na compra da merenda escolar. O restante abastecia o pagamento de propina (entre 5% a 10% do valor da licitação) e incrementava as compras das primeiras-damas:
- Há bilhetes das primeiras-damas especificando tantos litros de uísque, de vinho ou uma boneca. Havia pedido de feiras para a casa delas - disse o procurador da República, José Godoy Bezerra de Souza. - Fica um sentimento de repulsa, envolvendo dois bens preciosos: a nutrição e educação de crianças que dependem da merenda escolar em cidades muito pobres.
Em um mês, merenda chegava a faltar por 10 dias
Segundo o procurador, só após o cumprimento de 28 mandados de busca e apreensão, e a análise de todos os documentos, será possível saber se os prefeitos, maridos das primeiras-damas, têm participação no crime. Nesse caso, como eles têm foro privilegiado, o Ministério Público Federal enviará as investigações ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife.
O delegado da PF André Santos Costa detalhou o esquema:
- Os gestores mandavam listas com produtos caros, para poder justificar o valor alto da nota fiscal. Só que o que era servido para os alunos, quando havia merenda, porque geralmente faltava alimentação em pelo menos dez dias do mês, eram biscoitos e suco. Chamou-me a atenção os depoimentos dos estudantes, que relatavam a frequência de falta de comida na escola e o quanto aquilo representava para eles.
De acordo com a ex-presidente do Conselho Estadual da Alimentação Escolar, Maria Consuelo Correia, as fraudes na aplicação dos recursos da merenda escolar em Alagoas são facilitadas pela falta de qualificação dos conselheiros municipais de educação, que deveriam fiscalizar a aplicação da verba federal e a qualidade da merenda.
- Tem de tudo. Há gente que é conselheira e não sabe disso ou então dizem: "Não quero ser um Paulo Bandeira". Ficam receosas de denunciar, quando sabem de alguma coisa - disse Maria Consuelo.
Ela se referiu ao professor de Educação Artística, Paulo Bandeira, que, em 2004, foi acorrentado e queimado vivo em seu próprio carro por denunciar desvios de verba federal para a educação na cidade de Satuba. O autor do crime foi o então prefeito, Adalberon de Moraes.
Os presos foram indiciados por formação de quadrilha, fraude em licitações e peculato. A PF não divulgou os nomes dos presos porque as investigações correm em segredo de Justiça. Apenas os cargos. As prisões ocorreram na cidade de Belo Monte (primeira-dama e ex-secretário municipal de Finanças); Craíbas (secretária de Educação); Estrela de Alagoas (ex-prefeita e a secretária de Educação); Lagoa da Canoa (secretária de Educação, a primeira-dama e ex-secretária de Finanças), Limoeiro de Anadia (a primeira-dama e o secretário de Administração); e Traipu (vice-prefeita, primeira-dama, o secretário de Indústria e Comércio e o ex-secretário de Administração).
Foram cumpridos ainda 28 mandados de busca e apreensão nas cidades de Maceió, Arapiraca, Limoeiro de Anadia, Lagoa da Canoa, Girau do Ponciano, Poço das Trincheiras, Senador Rui Palmeira, Belo Monte, Estrela de Alagoas, Jacaré dos Homens, Quebrangulo, Feira Grande e Traipu. Houve ainda buscas nas sedes das prefeituras de Girau do Ponciano, Poço das Trincheiras, Senador Rui Palmeira, Belo Monte e Estrela de Alagoas.

Operação Farnel

PF indicia 32 pessoas por fraude em licitação da merenda escolar em AL

Diretores escolares, funcionários públicos e empresários são suspeitos. 
Ação quer combater um esquema de fraude na aquisição do lanche escolar.

A Polícia Federal divulgou, na manhã desta quarta-feira (5), o balanço da operação nomeada "Farnel", realizada em dezembro do ano passado. Ação teve como objetivo combater um esquema criminoso de fraude na aquisição de merenda escolar e outros produtos, por parte das escolas públicas de Alagoas com recursos provenientes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
O superintendente da PF em Alagoas, Bernardo Gonçalves de Torres, informou que 32 pessoas foram indiciadas suspeitas de fraude em recursos do PNAE. Dentre eles estão diretores escolares, funcionários públicos e empresários.
O chefe da Controladoria Geral da União (CGU) em Alagoas, José Wilian Gomes da Silva, informou que existem indícios de que dirigentes do conselho escolar estão entre os envolvidos. Segundo ele, o alvo inicial da investigação eram 26 escolas, mas foram encontradas fraudes em 32.
"O Estado descentralizou a licitação das merendas e esse serviço passou a ficar na mão do diretor, que não é capacitado. Mas uma capacitação não quer dizer que iria acabar com isso [esquemas de fraude]".
O delegado Antônio José da Silva, que acompanhou as investigações, informou que dos indiciados, 11 são do setor empresarial e 21 de escolas, entre diretores e funcionários. Ele comunicou que empresários foram indiciados por crime de corrupção ativa, fraude em licitação e associação voluntária. Já os demais foram indiciados por crime de perculato.

"Estamos encaminhando o inquerito para o Ministério Público Federal que vai decidir se existe o pressuposto para que seja feita a denúncia", informou o delegado, ao comunicar que as investigações do caso ocorreram por quatro períodos de 15 dias.

O delegado explicou que, durante as investigações, foi constatado que houve a entrega de produto licitado de forma fraudulenta. As empresas, segundo Silva, era cobradas por diretores a oferederem descontos em troca de serem as fornecedoras do material da merenda.

"Alguns acordos eram para a escola, mas a maioria era propina para os funcionários. E isso foi descoberto porque estavam acontecendo saques indevidos e depois confirmado através de interceptações telefônicas", disse o delegado.

O advogado que representa o núcleo empresarial, Vilaça Neto, disse que seus clientes têm provas de que todo o processo entre as empresas e as escolas era feito de forma legítima. "Vamos mostrar que da parte das empresas não houve fraude. Elas só cumpriam o que estava acordado com as escolas", falou.
Relembre o caso
Em 2012, a PF instaurou um Inquérito Policial devido a denúncia de um possível fracionamento de despesas, como forma de obtenção de dispensa de licitações e fraude para beneficiar algumas empresas fornecedoras de gêneros alimentícios das Escolas Estaduais Geraldo Melo dos Santos e Mario Gomes de Barros, localizadas, respectivamente, na Cidade Universitária, em Maceió, e no município de Joaquim Gomes, cujos pagamentos foram realizados com os recursos oriundos do PNAE do Governo Federal.
Nas investigações, foi verificado onde os recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) estavam sendo utilizados, bem como a atuação de uma empresa fornecedora de merenda escolar que, visando fraudar a licitação devida, já apresentava ao diretor da escola as planilhas com as cotações de preços das empresas concorrentes.
Diante das provas colhidas no inquérito a Justiça Federal em Alagoas expediu 18 mandados de prisão, 42 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de condução coercitiva que estão sendo cumpridos simultaneamente na manhã de hoje, em Maceió e no interior do Estado. Após indiciamento e interrogatório, os presos ficarão à disposição da Justiça e responderão pelos crimes de corrupção, formação de quadrilha, fraude a licitação e falsidade documental.

Merenda Escolar em Maceió


Olá galera, como vai ?

       Meu nome é Efrisia, estudante de Letras e venho aqui falar um pouco sobre a merenda escolar em Maceió, que há tempos  sabemos o quão precário é , com esta velha informação viemos aqui explorar um pouco mais sobre este assunto que há tanto vem mexendo com a estrutura de várias famílias, por muitas vezes não conseguirem manter suas crianças na escola por não terem o que dar de alimentação e ao mesmo tempo não poderem contar com um serviço que até onde sabemos, é de direito da criança, mas que talvez aos olhos dos responsáveis deste segmento, não seja necessário ser levado como prioridade.

      Talvez nem todos nós saibamos na prática o quanto é importante a falta da merenda escolar, por termos tido a oportunidade de não precisarmos dela, mas talvez já tenhamos visto situações ou relatos de pessoas próximas, nos mostrando a realidade que não é preciso ir para longe para descobrirmos.




       Em contratempo, pesquisando sobre o assunto achei uma notícia boa, a Prefeitura se mostrou interessada em procurar melhorar a merenda escolar, se juntando a cooperativas de agricultura, para adquirir produtos orgânicos para aumentar o ganho nutricional das crianças, seguindo uma lei que diz que 30% dos alimentos devem ser comprados de agricultores familiares. O prefeito também diz ter dobrado o investimento apesar de dificuldades em relação ao repasse da verba por parte do Governo Federal.
       
         Outra notícia boa, talvez até novidade para muita gente, é a criação do direito aos professores de escola pública à merenda escolar, o texto garante alimentação ao profissional da educação em atividade, durante o período letivo, nas creches, pré-escolas e escolas da educação básica públicas, bem como nas escolas filantrópicas e comunitárias conveniadas com entes federados. Veja mais em :  Comissão aprova direito a merenda escolar para professores da rede pública
     
           Sabemos então que se a comunidade cobrar mais, reivindicar e ir em busca de seus direitos, que por parecerem simples mas que fazem uma diferença enorme, são deixados para depois, considerados irrelevantes, não muito importantes, como cardápios balanceados nutricionalmente que já são fornecidos pela prefeitura e podem ser visualizados no próprio site da Prefeitura de Maceió. Que possamos aproveitar essa gestão que pelo menos até agora demonstrou se preocupar um pouco com nossas crianças, com a alimentação dela, pois é delas que virá o nosso futuro.

     


Pais e alunos de escola municipal protestam por merenda, em Maceió

Pais e alunos da escola municipal Lenilton Alves, no bairro do Jacintinho, em Maceió, realizaram um protesto na tarde desta quarta-feira (12). Carregando cartazes, os manifestantes se reuniram na frente da escola e protestaram contra a falta de aulas, professores e, principalmente, por conta da falta de merenda. 
A Secretaria Municipal de Educação alegou que já está ciente da situação.
Por conta do protesto, não houve aula nesta quarta-feira (12). Segundo os manifestantes, desde o início do ano letivo, há cinco meses, a escola não tem oferecido a refeição aos alunos. Por conta disto, os estudantes estão sendo dispensados das atividades uma hora e meia mais cedo.
 Enquanto isso, o pai de uma aluna, o auxiliar de cozinha José Carlos dos Santos conta que são os pais é que estão tendo que fornecendo lanche para os filhos. “A gente que traz a merenda para que eles possam estudar”, diz Santos. 
Os estudantes reclamam da falta de aulas e professores. Devido a ausência de profissionais para ministrar algumas disciplinas, muitos alunos tiveram que ser transferidos do turno da manhã para a tarde. É o caso da estudante Érica Vitória, que está no 3º ano do fundamental e conta que a professora está de licença e por isto, teve que ser transferida para à tarde. “Estou sem professora já faz mais de um mês”, conta Vitória. Uma outra mãe, Cíntia dos Santos, relata que na escola não falta apenas o lanche. Segundo ela o material escolar não foi entregue completo. "Chegaram apenas o fardamento, mas cadernos e livros não. A gente recebeu a camisa, mas falta ainda estojo, lápis e a bolsa”, diz Cíntia.
Na cozinha, os armários, freezers e geladeiras estão vazios. Panelas se acumulam num canto, junto às paredes que estão descascando e a torneira também está quebrada. Nos banheiros, tanto os femininos quanto nos masculinos, o mal cheiro é grande e metade dos sanitários estão interditados.
Segundo a vice-diretora, o problema ocorre porque o tesoureiro do Conselho Escolar pediu para sair do cargo e, desde então, não é possível realizar nenhuma compra, já que a legislação obriga a presença de alguém na função e enquanto esta situação não for resolvida, não há como providenciar os materiais.
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que está ciente do problema da escola a respeito da falta de um tesoureiro no Conselho Escolar e que já está auxiliando a direção da escola, mas quanto a falta de professores, alega que não foi informada e que o procedimento correto era a escola repassar a demanda para o setor de Relações Humanas da Semed, para que seja providenciado a realocação de profissionais.