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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Pais e alunos de escola municipal protestam por merenda, em Maceió

Pais e alunos da escola municipal Lenilton Alves, no bairro do Jacintinho, em Maceió, realizaram um protesto na tarde desta quarta-feira (12). Carregando cartazes, os manifestantes se reuniram na frente da escola e protestaram contra a falta de aulas, professores e, principalmente, por conta da falta de merenda. 
A Secretaria Municipal de Educação alegou que já está ciente da situação.
Por conta do protesto, não houve aula nesta quarta-feira (12). Segundo os manifestantes, desde o início do ano letivo, há cinco meses, a escola não tem oferecido a refeição aos alunos. Por conta disto, os estudantes estão sendo dispensados das atividades uma hora e meia mais cedo.
 Enquanto isso, o pai de uma aluna, o auxiliar de cozinha José Carlos dos Santos conta que são os pais é que estão tendo que fornecendo lanche para os filhos. “A gente que traz a merenda para que eles possam estudar”, diz Santos. 
Os estudantes reclamam da falta de aulas e professores. Devido a ausência de profissionais para ministrar algumas disciplinas, muitos alunos tiveram que ser transferidos do turno da manhã para a tarde. É o caso da estudante Érica Vitória, que está no 3º ano do fundamental e conta que a professora está de licença e por isto, teve que ser transferida para à tarde. “Estou sem professora já faz mais de um mês”, conta Vitória. Uma outra mãe, Cíntia dos Santos, relata que na escola não falta apenas o lanche. Segundo ela o material escolar não foi entregue completo. "Chegaram apenas o fardamento, mas cadernos e livros não. A gente recebeu a camisa, mas falta ainda estojo, lápis e a bolsa”, diz Cíntia.
Na cozinha, os armários, freezers e geladeiras estão vazios. Panelas se acumulam num canto, junto às paredes que estão descascando e a torneira também está quebrada. Nos banheiros, tanto os femininos quanto nos masculinos, o mal cheiro é grande e metade dos sanitários estão interditados.
Segundo a vice-diretora, o problema ocorre porque o tesoureiro do Conselho Escolar pediu para sair do cargo e, desde então, não é possível realizar nenhuma compra, já que a legislação obriga a presença de alguém na função e enquanto esta situação não for resolvida, não há como providenciar os materiais.
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que está ciente do problema da escola a respeito da falta de um tesoureiro no Conselho Escolar e que já está auxiliando a direção da escola, mas quanto a falta de professores, alega que não foi informada e que o procedimento correto era a escola repassar a demanda para o setor de Relações Humanas da Semed, para que seja providenciado a realocação de profissionais.